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segunda-feira, novembro 30, 2009

Pequenas Estórias para Praticar o TAO II

Criar Afinidade

Havia um praticante fiel, muito sincero para com a Santa Kuan Yin. Certo dia, aconteceu uma grande enchente e ele foi para cima do telhado aguardar socorro. Em todos os momentos, enquanto a água subia, ele orava pedindo para Santa Kuan Yin vir salvá-lo.

Depois de algum tempo, uma pessoa surgiu remando e pediu-lhe para entrar no barco. Ele disse que a Santa Kuan Yin viria salvá-lo e ignorou a ajuda. Assim, o barco foi embora.

Enquanto a água subia até o joelho, ele gritava para Santa Kuan Yin vir salvá-lo. Então, apareceu uma lancha vinda de longe e chamou-o para entrar, mas ele continuou a esperar pela Santa e a lancha partiu. Quando a água chegou à altura de seu peito, ele ainda pedia em voz alta para a Santa vir salvá-lo. De repente , um helicóptero desceu do céu e jogou-lhe uma corda para resgatá-lo, mas ele não perdera sua crença e continuou a esperar pela Santa. Assim sendo, o helicóptero foi embora.

Ao final, ele quase se afogou e foi Buda Vivo Ti-Kon que o salvou. Mas, mesmo assim ele reclamou dizendo:

  • Buda! Como a Santa Kuan Yin não me salvou se possuo tanta crença e sinceridade?
O Buda Vivo Ti-Kon lhe respondeu:

  • Você é muito ignorante, pois um Boddhisattava veio remando para salvá-lo e você não quis ir; a lancha veio e você também não gostou. Você dispensou até um helicóptero. Você não agradece e ainda fica se queixando... Realmente, falta afinidade búdica!

Ensinamentos de Compaixão do Buda Vivo Ti-kon

A grande prisão é o apego. Quando temos apego ao ego, com certeza nos tornamos ignorantes, não conseguindo distinguir o verdadeiro do falso.


Referência Bibliográfica
YUEH, Yu Pi. Pequenas Estórias para praticar o TAO, Volume 1.
São Paulo, Paulus, 2008, pg. 37.
Para mais informações sobre o livro escreva para luazul@ig.com.br

sábado, abril 11, 2009

Pequenas Estórias para Praticar o TAO

Três Doutores Falando sobre o Espiritismo

Em certo lugar, houve uma reunião onde o assunto abordava a existência ou não do espírito. Um astrônomo foi o primeiro a falar:
  • Eu observo o universo há mais de vinte anos e nunca vi um ser divino – continuou em voz alta – E com isto tenho a certeza que não existe espírito.

E todos aplaudiram. Agora era a vez de um médico expor seu ponto de vista:

  • Quero aqui deixar registrado que o humano não possui alma. Eu já abri mais de cem cadáveres e nunca vi nenhuma alma. Bem! Não estava dentro de nenhum coração, cérebro, fígado... Mesmo que procurasse, nunca encontrei. Por isso eu afirmo que não existe espírito – concluiu, sendo também aplaudido.

Uma terceira doutora, que estudava etnias e ciências humanas, discursou:

  • Quando uma pessoa morre é como se uma luz se apagasse. Não existe paraíso nem inferno – fez uma pausa e prosseguiu – Com certeza também não existe julgamento para a vida eterna. Eu estudei todas as histórias do ocidente e do oriente e não encontrei nenhum registro.

E logicamente também foi aplaudida.

Os três doutores possuíam boa oratória, talento ilimitado e deram exemplos muito convincentes. Quase não havia o que contestar. Passado algum tempo, ninguém falou mais. No momento final, quando eles já se sentiam vitoriosos por suas colocações, apareceu uma senhora idosa vinda do interior. Ela subiu ao palco, virou-se para o astrônomo e perguntou:

  • Você que utiliza o telescópio há vinte anos, já viu o vento? Qual sua forma? - indagou.
  • Não! Nunca consegui ver o vento! - respondeu o astrônomo.
  • Se no mundo não vemos o vento, isso não significa que ele não existe. Se você não enxerga nem o vento, como pode enxergar o Divino? - disse-lhe.

O astrônomo ouviu e permaneceu calado. A senhora olhou para o médico e perguntou-lhe:

  • Você ama sua esposa?
  • Sim!
  • Então eu posso abrir sua barriga para ver se esse amor está no seu fígado, no estômago ou no intestino?

A essa altura, todos já estavam gargalhando e não mais acreditaram na terceira doutora.


Ensinamentos de Compaixão do Buda Vivo Ti-kon

O homem que não absorve o verdadeiro Absoluto e as palavras máximas possui cinco motivos para isso:

  1. Coração bloqueado
  2. Coração duvidoso
  3. Coração irado
  4. Coração preocupado
  5. Coração arrogante

Quando o coração possui formas, naturalmente gera distância e logo não tem como atingir o vazio. Assim, não tem como abranger o verdadeiro Absoluto.


Referência Bibliográfica
YUEH, Yu Pi. Pequenas Estórias para praticar o TAO, Volume 1.
São Paulo, Paulus, 2008, pg. 27 a 28.
Para mais informações sobre o livro escreva para: luazul@ig.com.br