sexta-feira, julho 07, 2006

Os Animais no Plano Espiritual

Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.
Por dra. Irvênia Prada
Extraído do livro: A questão espiritual dos animais


Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.


Todos os Animais Merecem o Céu

Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período.

Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.


Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.


O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.


Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.


Os animais reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.


Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.


Como é aplicada a homeopatia para animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.


E os próximos livros?

Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.


Fonte
Entrevista realizada por Érika Silveira
(Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3892

10 comentários:

Goj disse...

Apesar de não ter nenhum vinculo religioso e até mesmo espiritual, uma coisa descrita nesse texto tem um super fundamento "Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.".

Michelle disse...

MUITO legal essa reportagem...

Robs disse...

É tão bom saber as minhas crenças têm fundamentos!

estou apaixonada pelo seu blog! é ótimo!

Moema disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Moema disse...

Acabo de perder o meu cachorrinho,o Max...Eu o encontrei perdido na rua, há 6 meses atrás e desde o primeiro dia sempre foi motivo de alegrias aqui em casa, sempre bem disposto, animado fiel e companheiro....Não sabemos ao certo que doença implacável o tirou do nosso alegre convívio...Assim como ele sempre me acompanhou, fiquei com ele até o último minuto...não ia deixar ele sozinho na hora do desenlace dele....
Tu não tens idéia de como é reconfortante ler o texto que você postou....Rezei para que ele fosse bem recebido lá, e agora depois de ler o texto acima tenho certeza que ele foi bem recebido e está bem....

Michelle disse...

Eu vi ontem um documentário, "I am an animal", sobre o Peta, e tinha cenas muuuito fortes.
Mas foi muito bom para que eu tomasse minha decisão definitiva de não mais comer carne...
Sugiro a quem quiser abrir os olhos que assita este documentário, pois geralmente nem pensamos na realidade dos matadouros.
Outra questão é o usodos animasi em laboratórios. Eu realmente espero que isso acabe, o preço das descobertas é muito alto, a ciência tem que abchar novos meios para suas constatações, um meio que não envolva a tortura dos animais.
Eu me pergunto seriamente quando o meio espiritual vai nos oferecer maiores conhecimentos acerca dos nossos queridos amigos animais no plano espiritual, o trabalho feito para sua recuperação após as torturas... Sinceramente, não aguento mais.

ludimila disse...

Ludmila
Há duas semanas perdi uma cadela vira-lata , que se chamava cara preta . Quando eu dava aulas de reforço escolar ela ficava deitada sobre meus pés , nós tínhamos uma ligação muito forte ,pois eu entendia através de seus latidos quando ela queria algo . Ela foi para o fundo do quintal e se enforcou em uma trepadeira . Me senti muito culpada , pois quando ela mais precisou de ajuda não ouvi seus latidos . Fiz de tudo para ressuscitá-la , mas não deu . Tenho lido bastante para procurar aceitar sua perda e tirar a dor que sinto em meu coração , pois não consigo sentar naquela mesa sem lembrar de Cara preta .

Michelle disse...

Ludmila, a dor é essa mesmo... Nao tem jeito, é uma dor que só o tempo cura e pela qual temos que passar. Mas nao se preocupe, fica a saudade mas a dor passa, uma hora ela PASSA. Ha 2 semanas perid minha calopsita, a Cherrie. Ela tinha um tumor e a veterinária que cuida dela ja havia dito que ela nao suportaria um cirurgia. Bem, eu saí de viagem e meu irmão, de mais de 30 anos, foi em casa ver se estava tudo certo, viu o tumor e resolveu, sem me consultar, levar ela em qq veterinário, que resolveu fazer a cirurgia e a pobrezinha nao resistiu - ou seja, alguem que ela nao conhecia chegou em casa, pegou ela, a levou pra um lugar estranho, enfim, eu tbm nao estava junto com a minha querida qdo ela mais precisou de mim. Sofri muito, assim como vc ainda estou sofrendo.. Mas essas situações fogem ao nosso controle, não foi sua culpa entende... Isso não faz a dor passar, mas vc tem que ter em mente que não temos controle sobre tudo... E que não entendemos pq essas tragédias acontecem, mas elas acontecem e não podemos fazer nada para mudar esta ordem das coisas...
Desejo melhoras, do fundo do coração. Vc irá superar esta perda. Ore por ela, é o que se pode fazer neste momento.

Eu amo as patinhas e você? disse...

Olá, Sou Antonieta fo Blog Patinhas Unidas.
Adorei seu blog e o estou seguindo e indicando no meu. Pus sua matéria e o devido link, para que meus leitores conheçam seu trabalho aqui.
Espero que você não se incomode e me faça uma visita. As Patinhas vão agradecer e eu também.
Beijos

Silvia maria da Costa disse...

Não tenho a menor dúvida do que acabei de ler.Que Deus o abençoe doutor Marcel.Um forte abraço.