terça-feira, maio 16, 2006

1966 - O caso das Máscaras de Chumbo

O dia 20 de agosto de 1966 marca uma data de mortes e mistério, possivelmente com participação de OVNI em seu desfecho.

Jorge da Costa Alves (18), subiu o Morro do Vintém para soltar pipa. Encontrou dois homens mortos. Aterrorizado, voltou para sua casa e, em poucos minutos, já estavam no local o corpo de bombeiros, policiais, perícias e imprensa.

Os dois corpos estavam próximos um do outro e já cheiravam mal. Vestiam ternos e estavam deitados de costas, ligeiramente encobertos pelo mato. Sobre os corpos, capas impermeáveis. Nenhum sinal visível de violência, nem no local, nem nos corpos. Ao lado, uma garrafa de agua mineral vazia e um pacote com duas pequenas toalhas. No rosto dos cadáveres: MÁSCARAS DE CHUMBO.

A polícia identificou-os pelos documentos encontrados: Manoel Pereira da Cruz e Miguel José Viana. Ambos técnicos em eletrônica residentes em Campos. Além das máscaras de chumbo foram encontrados indícios que complicavam ainda mais as circuntâncias. Uma agenda com sinais e números ao estilo de mensagens cifradas. Bilhetes, entre os quais um que dizia: "16:30 estar no local determinado. 18:30 ingerir cápsulas, após efeito proteger metais aguardar sinal máscara".

Saíram de Campos no dia 17, dizendo que iriam comprar material de trabalho. Um carro também estava em seus planos de compras e traziam Cr$N 2.300,00 (dois e trezentos cruzeiros novos), segundo testemunhas posteriores. O dinheiro não foi encontrado.

Todos os seus passos foram levantados pelos detetives fluminenses. Tomaram o ônibus às 9h e chegaram em Niterói às 14:30h. Compraram num armarinho as capas impermeáveis e num bar a água mineral (Casa Brasília, na rua Cel. Gomes Machado e bar São Jorge, à rua Marquês do Paraná). A moça que os atendeu neste último estabelecimento disse que Miguel parecia muito nervoso e toda hora olhava para o relógio. O tempo estava chuvoso e escurecia rapidamente. Dali foram direto para o local onde foram mortos. Isto no dia 17 de agosto de 66. Seus corpos só foram encontrados no dia 20.

Inicialmente a polícia pensava que eles vieram encontrar um terceiro personagem. Um dos bilhetes e o desapecimento do dinheiro reforçavam esta hipótese, mas, as máscaras de chumbo não combinavam com nada daquilo...

Quando encontrados, os corpos apresentavam uma coloração rosada. Um dos bilhetes falava em "proteger metais e aguardar sinais máscara". As máscaras estavam lá. Típicas para proteger os olhos contra luminosidade intensa, talvez calor exagerado ou mesmo irradiação. Isto tudo autorizava os detetives a pensarem, inclusive, em alguma atividade extraterrena. Estavam os técnicos pensando em contatos com extraterrestres?

Declarações de dona Gracinda Barbosa Cortino de Souza, e de seus filhos, que são moradores da região, afirmam que viram no dia 17, um disco voador sobrevoando o Morro do Vintém e que este permanecera ali por algum tempo, exatamente na hora prevista pelos peritos para a morte dos dois homens.

Que os rapazes viviam tentando contatos com seres extraterrestres, ou coisas de outro mundo, disto não se tem dúvidas. Eram dados a práticas místicas, faziam experiências estranhas e perigosas. Uma delas foi realizada na praia de Atafona, perto de Campos. Os dois falecidos mais outros dois companheiros de nomes Élcio Gomes e Valdir, provocaram um fenômeno que resultou numa tremenda explosão. Várias casas das redondezas ficaram ligeiramente danificadas e, durante algum tempo, não se falava em outra coisa na região. Surgiu até uma história de que um disco voador teria caído na praia.

Esta história e outras de igual calibre constam de depoimentos de várias testemunhas intimamente ligadas aos dois.

Neste famoso caso das MÁSCARAS DE CHUMBO, as hipóteses surgidas findam na não determinação da causa mortis. Autópsia e exames em geral não detectaram nenhum elemento tóxico ou estranho nos cadáveres. Afinal, o que eram aquelas cápsulas? Quem as forneceu? Quem as manipulou? São perguntas que, se respondidas, poderiam trazer muita luz ao caso. Mas até hoje o caso permanece um mistério. Foram feitas outras diligências, exumação dos cadáveres, novos exames, inclusive de radiação, ouvidas novas testemunhas em Campos e Macaé, outros levantamentos do local, mais minuciosos e cuidadosos. Contudo, nada mais foi encontrado. Nada que pudesse esclarecer aquelas mortes misteriosas do caso das MÁSCARAS DE CHUMBO...

Recentemente, diversas emissoras de televisão voltaram a tratar do tema em reportagens. 40 anos depois do ocorrido, não houve qualquer pista esclarecedora. Embora envolto em mistério, as evidências apontam para uma ligação com discos voadores. Mas o mistério continua até hoje...



Fonte
http://www.vigilia.com.br
http://www.infa.com.br

7 comentários:

Fred disse...

este misterio
vai continuar um misterio
misteriosamente
misterioso

fred albano

fest disse...

bom
gostei da materia
vou dar uma olhada no seu blog depois eu dou minha opinião
se quiser
(não é spam só to falando)
da uma olhada no meu
www.miojoamilanesa.blogspot.com
depois eu dou uma opinião

Fabiano disse...

Esse caso mexe muito comigo. Pois moro na cidade onde os dois moravam (Campos dos Goytacazes) e de onde partiram para Niterói. E não bastasse isso... o "Manoelzinho", como assim se refere meu avô a Manoel Pereira da Cruz, consertava a televisão daqui de casa na década de 60, tendo vindo aqui (em casa) consertar alguma vezes a televisão Emerson que meu avô tinha na década de 60.

Fatima disse...

Atenção que parece que a informação sobre resultados de autópsia pode não estar correcta. Segundo o site Wikipedia, os exames relativamente à presença de tóxicos não foi realizada, o que deixa em aberto a hipótese de envenenamento.

Lucas Dutra disse...

Os exames toxicológicos não foram realizados porque as vísceras dos dois apodreceram no necrotério, logo não houve exame, então existe a hipótese de que foram envenenados e eu acredito muito nisso. Minha teoria é de que eles foram fazer algum tipo de experimento já que dois eram técnicos em eletrônica e deu errado. Pluft morreram.

Willian Santana de Oliveira disse...

A mim esse caso ainda intriga mais ainda por eu ser afilhado de crisma do filho do Manoel Pereira da Cruz. Mas a família não gosta de falar no assunto, e uma das poucas que poderia, a esposa do Manoel, hoje em dia não se encontra em condições nem físicas e tampouco psicológicas para conversar sobre isso.

Denise Rodrigues de Carvalho disse...

Se fosse o caso eles levariam alguém caso algo desse errado. Ou um ficaria de olho fazendo anotações, registrando a experiencia.