Médium Divaldo Franco fala sobre a comunicação com espíritosEntrevista de Ana Maria Braga com Divaldo Pereira Franco no programa 'Mais Você'. Realizada em 18/02/2009.
Médium Divaldo Franco fala sobre a comunicação com espíritos

ÉPOCA – O Brasil quebrou a patente do medicamento Efavirenz, da Merck Sharp & Dohme, usado no tratamento contra a aids. O governo brasileiro acertou?
ÉPOCA – As práticas de venda da indústria farmacêutica colocam em risco a saúde da população mundial?
O ser é muito magro e aparentemente mede 80 centímetros de altura
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado a "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Nasceu em 20 de Março de 1833 e morreu em 21 de Junho de 1886 de tuberculose.
Talvez os feitos mais comuns fossem como esse, relatado por Frank Podmore: "Todos o vimos elevar-se do chão até uma altura de um metro e oitenta, ficar lá por cerca de dez segundos e, depois, descer vagarosamente".
Entre 1870 e 1873, William Crookes conduziu experimentos para determinar a validade dos fenômenos produzidos por três médiuns: Florence Cook, Kate Fox e D.D.Home. O relatório final de Crookes (1874) concluiu que os fenômenos produzidos pelos três médiuns eram genuínos, um resultado que foi alvo de ironias pela bancada científica. Crookes registrou que ele controlou e segurou Home colocando seus pés em cima dos dele.
D.D. Home escreveu alguns livros, mas o mais famoso é este: Ligths and Shadows of Spiritualism (que é traduzido de forma errada como “Luzes e sombras do Espiritismo”, quando sua real tradução é “Luzes e Sombras do Espiritualismo”).
“...I received, in presence of the Earl of Duraven, the Viscount Adare, a message saying: “I regret to have taugth the spirite doctrine. Allan Kardec”...I could not, on receiving it, at first credit the above message.”
"Durante os últimos anos de minha vida, eu busquei cautelosamente manter em segundo plano todos os homens de inteligência que mereciam estima pública, os quais eram investigadores da ciência do Espiritismo e poderiam ter tomado por si uma parte dos créditos que eu desejei apenas para mim.
Contemplava o visual do vale de Katmandu depois de ter passado alguns dias viajando pelo interior do Nepal. Stupas tibetanas (templos budistas), monumentos, palácios, estátuas, templos hindus, casas de chá, peregrinos, vacas, macacos e uma imensidão de riquixás (bicicletas movidas a tração humana) emolduravam o cenário das entranhas das cidades de Patan, Bhaktapur e Pashupatinath. Desde que havia partido do Brasil, uma história se repetia incessantemente nos meus sonhos. Neles, minha mãe, Zezé Tavares, já falecida, manifestava-se e dizia que eu deveria fazer uma visita a Madre Teresa de Calcutá. Tais sonhos praticamente dominavam meu inconsciente. Os pensamentos que abrem este texto são de autoria dessa incansável e maravilhosa criatura. Para situá-lo, essa viagem desenrolou-se no século passado, no ano de 1995. Depois de mais uma noite em que mamãe docilmente pedia que eu fosse à sede da Ordem das Missionárias da Caridade, resolvi partir no dia seguinte para Calcutá.
Imagine desembarcar na caótica capital do estado de West Bengal sem saber se Madre Teresa estava na cidade ou se encontrava-se em peregrinação pelo mundo. Não conhecia nada por lá. Por pura sorte, detectei uma espanhola que fazia trabalhos como voluntária juntamente com duas irmãs da congregação. Suas primeiras palavras foram que Madre Teresa estava na cidade e que a congregação se localizava no número 54 da Acharya Jagadish Chandra Bose Road, na região de Chowringhee. Peguei um táxi e me aventurei rumo a Sudder Street, onde hotéis e pousadas disputam turistas de todas as partes do planeta.
Calcutá é brutalmente diferente do parque de diversões que é Katmandu. A sujeira, a poluição e a miséria das ruas, por incrível que pareça, me conduziram a um oceano de tranquilidade, humildade e compaixão. Estava "imerso no fluxo". Durante cinco dias, precisamente às 4 horas da manhã, participei dos cultos religiosos na sede da célebre congregação cristã. A missa era ministrada por um padre que destilava simpatia por todos os poros. As irmãs da Ordem, vestindo seus belíssimos saris brancos - que destacam a sua pureza - com frisos em azul - a cor da Virgem Maria -, acompanhavam-no, rezando os salmos.
No último dia em que assisti aos cultos, me dirigi ao padre e perguntei por onde andava Madre Teresa. Com seu imenso sorriso, ele apontou sutilmente para a porta de entrada e uma senhora sentada ao chão. Sim, caríssimo leitor: eu estava diante da presença iluminada de Madre Teresa. Meus lábios emudeceram e gentilmente estendi minha mão. Ela se apoiou, levantou-se suavemente e me abençoou. Perguntou de onde eu vinha e abri meu coração, dizendo que estava ali por admiração a tudo que ela fizera e faria e por uma série de sonhos nos quais minha mãe pedia para que eu fosse a Calcutá. Madre Teresa colocou suas imensas mãos sobre a minha cabeça e algo conectou-se com meu espírito. Na noite seguinte, sonhei novamente com minha mãe, que sorria e brincava em um campo repleto de girassóis.
Esta é minha última coluna para a revista Galileu. Mas, muito provavelmente, voltarei às suas páginas em outras encarnações no futuro. Quem quiser continuar compartilhando minhas peregrinações e experiências pelo mundo pode mandar um email para o endereço arshiva@terra.com.br
Forças Armadas têm relatos de objetos voadores desde 1952
"Um objeto luminoso, que fazia evoluções em alta velocidade sobre a parte frontal da cidade de Colares [no Pará]" foi visto pelo menos duas vezes, há pouco mais de 30 anos, nos dias 16 e 22 de outubro de 1977. "A forma do objeto era cilíndrica, quase cônica", diz um relato pormenorizado. Um desenho rudimentar dessa suposta espaçonave interestelar completa a descrição do episódio.
Em meados de 1977, os jornais do Pará e do Maranhão traziam insistentes relatos sobre "luzes misteriosas, causadoras de mortes e alucinações". Pessoas em contato com o fenômeno apresentavam sintomas de "paresia [paralisia incompleta] generalizada, hipetermia, cefaleia, queimaduras superficiais, calor intenso, náuseas, tremores do corpo, tontura, astenia [fraqueza] e minúsculos orifícios na pele".
A Aeronáutica não titubeou. Mobilizou homens e recursos para uma missão. Num ato de humor involuntário, batizou a empreitada para buscar discos voadores com o nome autoexplicativo de Operação Prato, segundo relato do SNI. Além dos agentes do serviço secreto e dos oficiais da Aeronáutica, houve também algum tipo de colaboração da Marinha, coletando histórias com pescadores locais. A ideia era comprovar se havia OVNIs na região litorânea entre o Pará e o Maranhão. Os agentes se dividiam em turnos. Faziam vigílias noturnas até o dia amanhecer em lugarejos pouco povoados.Quando raiava o dia, descanso. Sucessivos relatos dos militares da Operação Prato começam assim: "6h30 - descanso até as 14h".
Eles dormiam de dia e trabalhavam à noite. Algumas vezes, a intensa atividade celeste no turno da noite levava o descanso a se estender até as 15h. No dia 5 de novembro de 1977, muitas luzes chamaram a atenção dos oficiais da Aeronáutica na missão de encontrar os OVNIs:
O relatório do SNI não explica o que eram de fato essas luzes. Traz alguns desenhos sugerindo serem naves espaciais. A câmera da marca Minolta modelo SRT-101 usada para fotografar os OVNIs chegou a registrar "uma mancha branca, como se fosse uma luz". Em outra oportunidade, "a revelação mostrou uma mancha preta, como se tivesse queimado o filme".
Em um trecho, fica claro o ceticismo dos militares: "A equipe do 1º Comar [Comando Aéreo Regional] regressou a Belém [PA] mantendo-se reservada com o que foi observado. Não há um consenso entre os membros da equipe sobre o que foi visto, mas parece que essa atitude está intimamente relacionada com o receio de cair no ridículo perante os colegas".
"ET de Varginha" em sigilo
O documento do SNI sobre a missão da Aeronáutica interessada nas coisas do espaço sideral só se tornou público graças a um pedido da CBU (Comissão Brasileira de Ufólogos).
Ufólogo vem de UFO - em inglês, "unidentified flying object", o mesmo que OVNI. Com base num direito garantido pela Constituição do Brasil, os ufólogos pediram acesso a documentos sobre OVNIs guardados pelas Forças Armadas e outros órgãos oficiais do governo federal. O requerimento foi protocolado na Casa Civil da Presidência em 26 de dezembro de 2007.
Em 31 de outubro passado, dez meses depois, chegaram as primeiras 213 páginas de papéis antigos e confidenciais da Aeronáutica. São datados de 1952 a 1969. Na última quinzena do mês passado apareceu o relatório de 86 páginas do SNI, relativo à Operação Prato, de 1977 e 1978. Isso foi tudo.
"É certo que há muito mais a ser revelado. Já apresentamos um novo pedido no dia 5 deste mês e podemos, se for o caso, entrar com um mandado de segurança para que os documentos sejam liberados", diz Fernando de Aragão Ramalho, da comissão dos ufólogos.
Uma das joias mais preciosas para os ufólogos estaria ainda nas prateleiras dos militares sob a classificação de "ultrassecreto": o caso conhecido como o "ET de Varginha", referente a uma aparição nunca confirmada de dois visitantes espaciais à cidade mineira do mesmo nome, no ano de 1996.
À época, segundo relatos coletados pelos ufólogos, o Exército investigou o episódio. No requerimento enviado à Casa Civil, há mais de um ano, são citados 12 oficiais que teriam participado da operação diretamente. O governo ignorou a pergunta sobre o caso "ET de Varginha" e outros.
A Folha entrou em contato com o Ministério da Defesa. Indagou a razão de os ufólogos não receberem resposta específica para as perguntas. O Exército reagiu com um comunicado lacônico. Não nega nem confirma a participação dos 12 militares no caso de Varginha. Também não responde se mantém esse ou outros arquivos em seu poder sobre supostos OVNIs e seres de outros planetas.
Os militares finalizam afirmando que o "prazo de sigilo de documentos" está regulado pelo decreto 4.553, de 2002. Há uma imprecisão nessa resposta. Esse decreto, editado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, fixava em 50 anos o prazo máximo para certos papéis serem mantidos longe do público. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou o decreto 5.301, em 2004, reduzindo esse período para 30 anos. Em ambos os casos, o sigilo pode ser renovado indefinidamente, até a eternidade.
Mas, mesmo sem revelar o que o Exército tem arquivado a respeito do caso "ET de Varginha", os documentos oficiais divulgados até agora pelo governo mostram que autoridades brasileiras tiveram interesse e investigaram OVNIs ao longos dos últimos quase 60 anos.
O estudo mais curioso é de 1969. Foi supervisionado por um organismo da Aeronáutica: o Sioani (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não-Identificados). Funcionários do Sioani entrevistavam pessoas em várias partes do Brasil para coletar informações sobre aparições de possíveis alienígenas. Classificavam os informantes de maneira meticulosa, inclusive os que apresentavam "psicopatologia definida" e "desvio de personalidade".
Ao final, 63 desenhos ilustram o que seriam os OVNIs avistados pelos brasileiros no final dos anos 60. Essa galeria de rabiscos produzidos pela Aeronáutica remete a imagens comuns em séries de TV da época, como "Os Jetsons" e "Perdidos no Espaço". Em dois casos, a nave espacial desenhada tem nítida influência de um automóvel esportivo popular no Brasil daquele período. Tem o "formato de Karmann-Ghia", afirma o documento.
Primeiramente gostaria de dizer que o meu intuito não é transformar ninguém em espírita ou em espiritualista e muito menos dizer que uma religião é melhor que a outra, longe disso. Acredito que a maioria das religiões busca a mesma coisa: a paz de espírito sobre a luz do Criador. Concordo plenamente que se temos a oportunidade de fazermos a diferença nessa vida, que façamos então. Não deixemos para a próxima.
Quando o homem pré-histórico voltou seus olhos pela primeira vez para o céu noturno, repleto de estrelas, ou quando admirou a natureza exuberante que o cercava, ou ainda quando passou a descobrir-se como um ser de idéias e sentimentos, adentrou os domínios dos “mistérios” da Criação.“Há coisas que, de tão profundas,
só se sentem, não se descrevem”
Léon Denis
A Doutrina Espírita nos apresenta um conceito magnífico de Deus: a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. Mas a idéia vem enriquecida por alguns dos atributos da divindade, que revelam ao homem algumas de suas perfeições: Deus é eterno, único, imutável, imaterial, soberanamente justo e bom. É sobre este último atributo (da justiça divina) que se funda o princípio da reencarnação.
Se todos tendemos à perfeição, Deus nos proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea. É então que nos depuramos, submetendo-nos à prova de uma nova existência, condição necessária da evolução do Espírito, sem a qual permaneceríamos estacionários.
É o próprio Universo que oferece evidências materiais acerca da existência de Deus. Ora, “vede a obra e procurai o autor!”. Se o efeito que se vê é inteligente, sua causa só pode ser inteligente. O que não é obra do homem, só pode ser obra de um poder inteligente. Esse poder é Deus!
O Maior Mandamento
“Mas os fariseus, tendo sabido que Ele fizera calar os saduceus, se reuniram em conselho. E um deles, que era doutor da lei, para o tentar fez esta pergunta: Mestre, qual é o grande mandamento da lei? Respondeu Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante ao primeiro é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas” (Mateus, 22:34-40) Vejam também: Marcos, 12:28-34 e Lucas, 10:25-28.
Com esses dois mandamentos, o Mestre substituiu o Decálogo, isto é, os dez mandamentos de Moisés, pois quem ama a Deus sobre todas as coisas, a ele unicamente presta culto. E quem ama o próximo como a ti mesmo, honra seus pais, não mata, não adultera, não levanta falso testemunho, nem cobiça coisa alguma de quem quer que seja. Quem amo o próximo, deseja ao semelhante o que quer para si.
Do amor ao próximo, como a nós mesmos, nasce a caridade e esta reside no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência, pelo nosso coração, com bravura e humildade, para não lhes tornar penoso receber o auxílio material, moral ou intelectual que lhes dispensamos.
Como está implícito no amor de Deus, a prática da caridade para com o próximo, todos os deveres do homem podem ser resumidos na máxima que o Espiritismo humildemente prolifera: “Fora da caridade não há salvação”. Diferentemente de “Fora da igreja não há salvação”, ou “Fora do templo não há salvação”, ou até mesmo “Fora do centro não há salvação”. Pois tudo aquilo que se aprende em conceitos deve-se revelar, concretamente, na caridade das ações e pensamentos.
Conceito de Parábolas
Há dois mil anos, Jesus esteve conosco, trazendo lições para as multidões que o seguiam. Falou a seus discípulos, em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviarvos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas” (Jo, 14 e Jo, 16)
O que é uma parábola? É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. A alegoria é a exposição de pensamento sob forma figurada.
A Doutrina Espírita vem trazer novos ensinamentos necessários ao nosso melhor entendimento sobre as lições em forma de parábolas que Jesus nos trouxe.
Jesus, sobre muitos os pontos se limitou a lançar o gérmen de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave.
Essas idéias não poderiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência deveria contribuir poderosamente para o aparecimento e desenvolvimento dessas idéias. Era preciso dar tempo à ciência para progredir.
Respondendo as perguntas levantadas pelo internauta Anônimo
1.) Porque ao invés de Elias que apareceu a Jesus na transfiguração, não foi João Batista? Sendo essa sua última encarnação?
Dependendo do grau de elevação do espírito ele pode se manifestar com a aparência da encarnação que desejar. Acredito que ele apareceu dessa forma para não chocar os apóstolos presentes. Digo isso porque se você for parar para pensar, verá que tudo o que Jesus passou de informação para as pessoas e principalmente para os apóstolos, tudo era muito novo, tudo era novidade. Jesus derrubou essa idéia de um Deus vingativo, que pune pela eternidade, e apresentou aos homens um Deus de amor.
Imagine falar sobre reencarnação para um povo que apedrejava adulteras na rua ou que sacrificava animais para oferecer a Deus. Jesus sabia que não poderia falar abertamente sobre reencarnação antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano.
2.) Quando Elias estava para ser elevado numa carruagem de fogo, conforme nos mostra a Bíblia, Eliseu pediu que lhe desse porção dobrada do seu espírito. Como a Doutrina Espírita explica esse fato?
Você menciona “II Reis, 2:1-11”. Elias sabia que iria morrer, mas que primeiro deveria cumprir uma última missão. Em cada cidade que passava, juntamente com Eliseu, os filhos dos profetas daquela cidade vinham e falavam a Elias que o Senhor iria levá-lo.
Elias dizia que já sabia e pedia discrição, que ficassem calados. Quando chegou na cidade de Jordão, Elias abriu as águas (assim como Moisés) e no final da passagem Elias pergunta a Eliseu o que ele desejaria antes de sua partida. Eliseu responde: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim”, ou seja, Eliseu pede a Elias que ele tenha tanta fé, tanta proteção espiritual quanto Elias.
Eis que Elias responde que é muito difícil, mas que se Eliseu conseguir presenciar sua passagem para o mundo espiritual ele conseguiria. Enquanto caminhavam e conversavam, Eliseu visualiza o que na Bíblia está descrito como “Carruagem de fogo” e Elias desencarna.
No entendimento espírita o que deve ter havido foi um fenômeno de vidência do médium Eliseu que, incapaz, devido sua ignorância sobre os fenômenos mediúnicos, de entender a grande claridade que emanava do espírito Elias após sua desencarnação, a descreveu como uma carruagem de fogo. É completamente possível que Eliseu tenha visto Elias após a morte envolto em grande luz.
3.) Alguém pode descobrir quem fomos no passado? Porque aos outros apóstolos não foram revelados quem eles haviam animado outrora? E somente neste caso isolado?
Para descobrir quem foi no passado, basta consultar um profissional em “Terapia de Vidas Passadas” (TVP). Se tiver curiosidade, assista ao filme “Minha vida na outra vida”, você entenderá melhor como funciona.
O motivo que reencarnamos sem conhecimento da vida passada é justamente para não termos pré-conceitos sobre determinadas pessoas. Imagina você fazer uma regressão e descobrir que seu marido foi quem te matou na vida passada? Será que na vida atual, que você veio para mudar esse sentimento de mágoa, rancor, ódio que sentia por ele, você ao conhece-lo trataria ele normalmente, indiferente, com possibilidade de se relacionarem e se amarem? Ou você fugiria dessa pessoa? Ou até mesmo tentaria se vingar?
A TVP é indicada para tratamento de fobias.
Aos apóstolos nada foi revelado sobre suas vidas passadas porque não foi preciso. Diferente do caso de João Batista/Elias. No Antigo Testamento em Malaquias 4:5, informa o envio do profeta Elias a Terra, como precursor de Jesus. Elias era de fato esperado pelos Judeus como precursor do Cristo. A palavra Cristo significa “Ungido”. As palavras “Messias”, “Cristo” e “Ungido” são sinônimos.
4.) Na verdade o que a bíblia diz é que ouve uma semelhança entre o ministério profético de Elias e João Batista. Nada mais. Se a doutrina da reencarnação já existia na época (os fariseus por ex.) por que Jesus iria se limitar a falar?
Jesus se limitou a falar sobre reencarnação pelo mesmo motivo que uma criança no primário não aprende o que um universitário aprende. É preciso desenvolver aos pouco as noções de espiritualidade. Moisés apresentou ao seu povo dez mandamentos. Jesus, dois. Porque a lei de Moisés era tão rígida? Porque o ser humano precisava dessa rigidez naquela época. Imagina conter a agressão de um homem bruto, que resolve tudo com a espada, com ensinamentos de que ele deveria amar ao próximo.
Na época de Moisés foi preciso criar o céu e o inferno justamente para isso, fazer o homem temer a Deus, e conseguir faze-lo conviver pacificamente em sociedade. A idéia de ir para o inferno fazia tremer até mesmo o mais durão dos homens.
5.) No evangelho de João cap.9 v2 diz: mestre quem pecou este ou seus pais para que nascesse cego (referindo-se a um homem cego de nascença)? 1-Isso demonstra claramente que essa doutrina da reencarnação já existia (pregada pelos fariseus da época) e os discípulos de Jesus a conhecia como mostra a pergunta acima, feita a Jesus. 2- Jesus não poderia, de forma alguma, se limitar a falar dela caso a aceitasse. E ele teve uma grande oportunidade, já que os discípulos trataram do assunto. Mas, de uma forma clara, a negou dizendo: nem ele, nem seus pais pecaram, foi assim para que se manifeste nele a gloria de Deus. Os defensores desta doutrina sabem explicar o que Jesus quis dizer: "para que se manifestem nele a gloria de Deus"? Será que a gloria de Deus se manifestou quando Lazaro morreu?
Para o espirita, a glória de Deus se manifesta todos os dias. O nascimento do Sol todas as manhãs, o desabrochar de uma flor, o canto dos pássaros, o nascimento de uma criança e muitas outras coisas do nosso cotidiano que nem percebemos.
No caso do homem cego, se Jesus visse aí uma idéia falsa, teria dito “Como esse homem poderia pecar antes de nascer?”. Em lugar disso, disse que esse homem era cego, não foi porque haja pecado, mas a fim de que o poder de Deus brilhe nele; quer dizer, que deveria ser o instrumento de uma manifestação do poder de Deus. Se não era uma expiação do passado, era uma prova que deveria ser-lhe para o seu adiantamento, porque Deus, que é justo, não poderia lhe impor um sofrimento sem compensação.
Quanto aos meios empregados para curá-lo, é evidente que a espécie de lama feita com a saliva e terra não poderia ter virtude senão pela ação do fluido curador de que estava impregnada; assim é que as substâncias mais insignificantes: a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas sob a ação do fluido espiritual ou magnético, aos quais servem de veículo, ou, querendo-se, de reservatório.
Sobre a ressurreição de Lázaro, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se que há letargias que duram oito dias e até mais. Acrescentam que já cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova, dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, havendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica quando são atacados os órgãos essenciais à vida.
Dado o poder fluídico que Jesus possuía, nada de espantoso há em que esse fluido vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em torpor; que haja mesmo feito voltar ao corpo o espírito, prestes a abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda se não rompera definitivamente. Para os homens daquela época, que consideravam morto o indivíduo que deixara de respirar, o que aconteceu alí foi uma ressurreição.
6.) Por que Jesus se limitou a falar sobre a reencarnação em suas instruções aos discípulos? Ele, em Marcos 15, deu total prioridade à pregação do evangelho. Portanto, se Jesus concordasse com a reencarnação, seus discípulos teriam recebidos ensinamentos detalhados sobre a tal.
Como já respondido anteriormente, era preciso um amadurecimento espiritual por parte da humanidade, e não apenas dos discípulos. Da mesma maneira que uma criança entra na escola e é passado o conhecimento a ela aos poucos.
Quer ver, vou lhe dar uma exemplo... a 15 ou 20 anos atrás quando alguém lhe falasse em Acupuntura ou Homeopatia qual era a sua reação? Torcia o nariz, achava que ela tudo bobeira, ou até mesmo coisa de gente maluca. Não é verdade? E hoje? Hoje como o desenvolvimento do intelecto humano e da ciência, já aceitamos essas práticas como normais e importantes para o ser humano conhece-las e pratica-las. Agora a maioria das pessoas já entendem e usufruem do seus benefícios. Veja mais sobre isso aqui: http://aprendiz.uol.com.br/content/deweshedre.mmp
Jesus falou a seus discípulos em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviarvos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas”
(Jo, 14 e Jo, 16)
E quem disse que os espíritas não seguem o evangelho de Jesus? Quando Jesus diz que devemos ser batizados e seguirmos o evangelho, isso de nada vai contra ao modelo de conduta que os espíritas devem praticar.
O batismo não santifica, mas simboliza uma vida de excessos que é deixada para trás, que está aceitando uma nova vida, assim como os espíritas fazem ao ter conhecimento da vida espiritual. Procuram melhorar e aprimorar-se na prática do bem e da caridade. Essa última não apensa material.
Assim como Maria Madalena fez. Se arrependeu de seus atos no passado e seguiu os ensinamento de Jesus. Mas em nenhuma passagem vimos ela sendo imergida nas águas para deixar para trás ou se arrepender de seus pecados. Jesus simplesmente diz: “vai-te, e não peques mais” (João 8:1-11).