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terça-feira, março 23, 2021

O CASO ISAURA E AILTON

 No programa Fantástico do dia 5 de abril de 1981, Chico Xavier analisa caso de menina que assumiu personalidade de menino morto.

terça-feira, agosto 10, 2010

Reencarnação no programa "Fantástico" da Globo

A matéria foi exibida no dia 8 de agosto

Apesar de abordada de uma forma bastante rápida e simples, a reportagem teve seus pontos positivos, para quem pensa em estudar melhor o assunto.

Abaixo a reportagem do Fantástico



Neste próximo vídeo, a primeira parte de um documentário do canal Discovery Channel chamado "Reencarnação: Histórias de Vidas Passadas"

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Os Exilados da Capela

Uma síntese da evolução espiritual no mundo

O livro de Edgard Armond, “Os Exilados da Capela”, foi editado pela primeira vez em 1951, e apresenta a imigrações de espíritos vindos de outros orbes; afundamento de continentes lendários e transferência de conhecimentos há milênios.

O que você irá ler à seguir, é um resumo feito por mim apenas do primeiro assunto: imigrações de espíritos vindos de outros planetas. Recomendo a leitura completa da obra, pois retirei diversas comunicações do espirito de João Evangelista (por ser muito longa e detalhada), mas as mesmas merecem serem lidas na íntegra, para melhor entendimento desse assunto. Boa leitura!

A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui a Capela, de primeira grandeza, que, por isso mesmo, é a alfa da constelação. Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada. Dista da Terra cerca de 45 anos-luz.

Capela é uma estrela gasosa e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos. Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, e, como um Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída. (ver O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perg.188)

Tudo tem sido revelado, gradativamente, em partes, pelo Mestre Divino ou pelos missionários que Ele tem enviado, de tempos a tempos, ao nosso orbe, para auxiliar o homem no seu esforço evolutivo, revelações essas que se dilataram enormemente e culminaram com os ensinamentos de Sua boca e a exemplificação de Sua vida, quando aqui desceu, pela última vez, neste mundo de misérias e maldades.

Cumpre-se, assim, linha por linha, a misericordiosa promessa do Cristo, de nos orientar e esclarecer, quando disse:
  • "Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre: o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece, mas vós o conheceis porque habita convosco e estará em vós. (Jo, 14:16-17)

  • Não vos deixarei órfãos: voltarei para vós. - Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis suportar, agora. Porém, quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos ensinará todas as coisas e vos guiará em toda a verdade." (Jo, 14:18; 16:12-13)

Sim, não nos deixaria órfãos e, realmente, não nos tem deixado. Emmanuel - um desses Espíritos de Verdade - mostrou discretamente e com auxílio de outros benfeitores autorizados, novos campos da penetração espiritual, para que o homem deste fim de ciclo realize um esforço maior de ascensão e se prepare melhor para os novos embates do futuro no mundo renovado do Terceiro Milênio que tão rapidamente se aproxima.

Assim, sabemos agora que esta humanidade atual foi constituída, em seus primórdios, por duas categorias de homens: uma retardada, que veio evoluindo lentamente, através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das espécies e outra categoria, composta de seres mais evoluídos e dominantes, que constituíram as levas exiladas da Capela.

Esses milhões de transferidos, em época impossível de ser agora determinada, eram detentores de conhecimentos mais amplos e de entendimentos mais dilatados, em relação aos habitantes da Terra, e foram o elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para a prática da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora.

Para melhor metodização do estudo que vamos dividir a história da vida humana, na Terra, em três ciclos:

Primeiro ciclo:
Se reflete no sistema sideral de que fazemos parte e até onde se estende a autoridade espiritual de Jesus Cristo, o sublime arquiteto e divino diretor planetário. A evolução, no astral do planeta, dos espíritos que formaram a Primeira Raça-Mãe; depois com a encarnação dos homens primitivos na Segunda Raça-Mãe, suas sucessivas gerações e selecionamentos periódicos para aperfeiçoamentos etnográficos: na terceira e na quarta, com a migração de espíritos vindos da Capela; corrupção moral subseqüente e expurgo da Terra com os cataclismos que a tradição espiritual registra.

Segundo ciclo:
Inicia-se com as massas sobreviventes desses cataclismos; atravessa toda a fase consumida com a formação de novas e mais adiantadas sociedades humanas e termina com a vinda do Messias Redentor.

Terceiro ciclo:
Com o último ato do sacrifício do Divino Mestre, e vem até nossos dias, devendo encerrar-se com o advento do Terceiro Milênio, em pleno Aquário, quando a humanidade sofrerá novo expurgo – Apocalipse. Se iniciará, na Terra, um período de vida moral mais perfeito, para tornar realidade os ensinamentos contidos nos evangelhos cristãos.


No Tempo do Primeiros Homens

O princípio de todas as coisas e seres é o pensamento divino que, no ato da emissão e por virtude própria, se transforma em leis vivas, imutáveis, permanentes.

Entidades realmente divinas, como intérpretes, ou melhor, executoras dos pensamentos do Criador, utilizam-se do Verbo - que é o pensamento fora de Deus - e pelo Verbo plasmam o pensamento na matéria; a força do Verbo, dentro das leis, age sobre a matéria, condensando-a, criando formas, arcabouços, para as manifestações individuais da vida.

O pensamento divino só pode ser plasmado pela ação dinâmica do Verbo, e este só pode ser emitido por entidades espirituais individualizadas - o que o Absoluto não é - intermediários existentes fora do plano Absoluto, mas que possuam força e poder, para agir no campo da criação universal.

Assim, quando o pensamento divino é manifestado pelo Verbo, ele se plasma na matéria fundamental, pela força da mesma enunciação, dando nascimento à forma, à criação visível, aparencial. (Ver O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perg. 27 e 27-a)

Ora, para a criação da Terra o Verbo foi e é o Cristo. Paulo, em sua epístola aos Efésios, 3:9, diz: "Deus, por Jesus Cristo, criou todas as coisas."

O Absoluto, pelo pensamento, cria a vida e as leis, e entidades espirituais do plano divino, pela força do Verbo, plasmam a criação na matéria, dão forma e estrutura a todas as coisas e seres e presidem sua evolução na Eternidade.

Ao seu redor, circundando a Terra formou-se uma camada fluídica, de teor mais elevado, destinada a servir-lhe de limitação e proteção, como também de matriz astral para a elaboração das formas vivas destinadas a evoluir nesse mundo em formação.

Nessa camada se continham os germes dos seres, conforme foram concebidos pelos Espíritos Criadores das Formas, representando tipos-padrões, fluidicamente plasmados para futuros desenvolvimentos.

Esses germes espalharam-se pela superfície do globo em formação, aguardando oportunidade de desenvolvimento; e quando, após inúmeras repetições desse processo de intercâmbio, a periferia do globo ofereceu, finalmente, condições favoráveis de consistência, umidade e temperatura, nela surgiu a matéria orgânica primordial - o protoplasma - que permitiu a eclosão da vida, com a proliferação dos germes já existentes, bem como espíritos humanos em condições primárias.

Segundo pesquisas e conclusões da ciência oficial, a Terra tem dois bilhões de anos de existência, tendo vivido um bilhão de anos em processo de ebulição e resfriamento, após o que e, somente então, surgiram os primeiros seres dotados de vida.

Nesses primórdios da evolução humana, e no ápice do reino animal, estavam os símios, muito parecidos com os homens, porém, ainda animais, sem aquilo que, justamente, distingue o homem do animal, a saber: a inteligência.

Deste ponto em diante, por mais que investigasse, a ciência não conseguiu localizar um tipo intermediário de transição, bem definido entre o animal e o homem.

Na realidade, a Ciência ignora a data e o local do aparecimento do verdadeiro tipo humano, como também ignora qual o primeiro ser que pode ser considerado como tal. O elo, portanto, entre o tipo animal mais evoluído e o homem primitivo, se perde entre o Pitecantropo, que era bestial, e o Homo Sapiens que veio 400 mil anos mais tarde.

Se a ciência, até hoje, não descobriu esses tipos intermediários é porque eles realmente não existiram na Terra: foram plasmados em outros planos de vida, onde os Prepostos do Senhor realizaram a sublime operação de acrescentar ao tipo animal mais perfeito e evoluído de sua classe os atributos humanos que, por si sós - conquanto aparente e inicialmente invisíveis - dariam ao animal condições de vida enormemente diferentes e possibilidades evolutivas impossíveis de existirem no reino animal, cujos tipos se restringem e se limitam em si mesmos.

Sobre assunto de tão delicado aspecto ouçamos o que diz o instrutor Emmanuel, em comunicação recebida, em 1937, pelo médium Francisco Cândido Xavier:
    O homem, para atingir o complexo de suas perfeições biológicas na Terra, teve o concurso de Espíritos exilados de um mundo melhor para o orbe terráqueo, Espíritos esses que se convencionou chamar de componentes da raça adâmica, que foram em tempos remotíssimos desterrados para as sombras e para as regiões selvagens da Terra, porquanto a evolução espiritual do mundo em que viviam não mais a tolerava, em virtude de suas reincidências no mal.

Assim, pois, quando essa operação transformadora se consumou fora da Terra, no astral planetário ou em algum mundo vizinho, estava de fato criada a raça humana, com todas as suas características e atributos iniciais, a Primeira Raça-Mãe, que a tradição espiritual oriental definiu da seguinte maneira: "espíritos ainda inconscientes, habitando corpos fluídicos, pouco consistentes".


As Encarnações na Segunda Raça

"espíritos habitando formas mais consistentes, já possuidores de mais lucidez e personalidade", porém ainda não fisicamente humanos.

Iniciou-se com estes espíritos um estágio de adaptação na crosta planetária. Esta segunda raça deve ser considerada como pré-adâmica. Estava-se nos albores do período quaternário.

Os
homens dessa Segunda Raça em quase nada se distinguiam dos seus antecessores símios; eram grotescos, animalizados, inteiramente peludos, enormes cabeças pendentes para a frente, braços longos que quase tocavam os joelhos; ferozes, de andar trôpego e vacilante e em cujo olhar, inexpressivo e esquivo, predominavam a desconfiança e o medo.

Os ímpetos do sexo nasceram de forma terrivelmente bárbara e os homens saíam furtivamente de seus antros escuros para se apoderarem pela força de companheiras inconscientes e indefesas, com as quais geravam filhos que se criavam por si mesmos, ao redor do núcleo familiar, como feras.

Com o correr do tempo, entretanto, essa proliferação desordenada e o agrupamento forçado de seres do mesmo sangue, obrigaram os homens a procurar habitações mais amplas e cômodas, que encontraram em grutas e cavernas naturais, nas bases das colinas ou nas anfratuosidades das montanhas. Famílias foram se unindo, formando tribos, se amalgamando, cruzando tipos, elegendo chefes e elaborando as primeiras regras de vida em comum, que visavam preferentemente às necessidades materiais da subsistência e da procriação.


A Terceira Raça-Mãe

"O sentimento começa a despertar-lhe". Estava-se no período em que a ciência oficial denomina - Era da Pedra Lascada.

Por efeito de causas pouco conhecidas, ocorreu um resfriamento súbito da atmosfera, formando-se geleiras, que cobriam toda a Terra. O homem, que mal ainda se adaptava ao ambiente planetário, teve então seus sofrimentos agravados com a necessidade vital de defender-se do frio intenso, cobrindo-se de peles de animais subjugados em lutas temerárias e desiguais, em que lançava mão de armas rudimentares.

Foi então que o seu instinto e as inspirações dos Assistentes Invisíveis o levaram à descoberta providencial do fogo, o novo e precioso elemento de vida e defesa, que abriu à humanidade torturada de então novos recursos de sobrevivência e de conforto.

Entretanto, tempos mais tarde, as alternativas da evolução física do globo determinaram acentuado aquecimento geral, que provocou súbito degelo e terríveis inundações, fenômeno esse que, na tradição pré-histórica, ficou conhecido como - o dilúvio universal, - atribuído a um desvio do eixo do globo que se obliquou e provocado pela aproximação de um astro, que determinou também alterações na sua órbita.

Acentuou-se, em conseqüência, o progresso da vida humana no orbe, surgindo as primeiras tribos de gerações mais aperfeiçoadas, que formaram a humanidade da Terceira Raça-Mãe, composta de homens de porte agigantado, cabeça mais bem conformada e mais ereta, braços mais curtos e pernas mais longas, que caminhavam com mais aprumo e segurança, em cujos olhos se vislumbravam mais acentuados lampejos de entendimento.

Eram nômades; mantinham-se em lutas constantes entre si e mais que nunca predominavam entre eles a força e a violência, a lei do mais forte prevalecendo para a solução de todos os casos, problemas ou divergências que entre eles surgissem.

Todavia, formavam já sociedades mais estáveis e numerosas, do ponto de vista tribal, sobre as quais dominavam, sob o caráter de chefes ou patriarcas, aqueles que fisicamente houvessem conseguido vencer todas as resistências e afastar toda a concorrência.

A humanidade, nessa ocasião, estava então num ponto em que uma ajuda exterior era necessária e urgente, não só para consolidar os poucos e laboriosos passos já palmilhados como, principalmente, para dar-lhe diretrizes mais seguras e mais amplas no sentido evolutivo.

Em nenhuma época da vida humana tem-lhe faltado o auxílio do Alto que, quase sempre, se realiza pela descida de Emissários autorizados. O problema da Terra, porém, naqueles tempos, exigia para sua solução, medidas mais amplas e mais completas que, aliás, não tardaram a ser tomadas pelas entidades espirituais responsáveis pelo progresso planetário, como veremos em seguida.


A Sentença Divina

Em meio o ciclo evolutivo da Terceira Raça, nas esferas espirituais, foi considerada a situação da Terra e resolvida a imigração para ela de populações de outros orbes mais adiantados, para que o homem planetário pudesse receber um poderoso estímulo e uma ajuda direta na sua árdua luta pela conquista da própria espiritualidade.

Esses ciclos são muito longos no tempo, pois incluem a evolução milenar de todas as respectivas sub-raças. A escolha, como já dissemos, recaiu nos habitantes da Capela.

    "Há muitos milênios, um dos orbes do Cocheiro, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos...

    Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e de virtudes..."


    Emmanuel
    Livro "A Caminho da Luz" Cap. III

Aliás, essa permuta de populações entre orbes afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo, como também é fenômeno que se enquadra nas leis gerais da justiça e da sabedoria divinas, porque vem permitir reajustamentos oportunos, retomadas de equilíbrio, harmonia e continuidade de avanços evolutivos para as comunidades de espíritos habitantes dos diferentes mundos.

Por outro lado, é a misericórdia divina que se manifesta, possibilitando a reciprocidade do auxílio, a permuta de ajuda e de conforto, o exercício, enfim, da fraternidade para todos os seres da criação.

Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes da Capela que, como já foi dito, deviam dali ser expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele orbe.

Reunidos no plano etéreo daquele orbe, foram postos na presença do Divino Mestre para receberem o estímulo da Esperança e a palavra da Promessa, que lhes serviriam de consolação e de amparo nas trevas dos sofrimentos físicos e morais, que lhes estavam reservados por séculos.

Grandioso e comovedor foi, então, o espetáculo daquelas turbas de condenados, que colhiam os frutos dolorosos de seus desvarios, segundo a lei imutável da eterna justiça.

Eis como Emmanuel, no seu estilo severo e eloqüente, descreve a cena:
    "Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes. Com a sua palavra sábia compassiva exortou aquelas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas.

    Mostrou-lhes os campos de lutas que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito de sua misericórdia e de sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.

    Aqueles seres desolados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura, reencarnar-se-iam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes.

    Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia."

E assim a decisão irrevogável se cumpriu e os exilados, fechados seus olhos para os esplendores da vida feliz no seu mundo, foram arrojados na queda tormentosa, para de novo somente abri-los nas sombras escuras, de sofrimento e de morte, do novo "hábitat" planetário.

E após a queda, conduzidos por entidades amorosas, auxiliares do Divino Pastor, foram os degredados reunidos no etéreo terrestre e agasalhados em uma colônia espiritual, acima da crosta, onde, durante algum tempo, permaneceriam em trabalhos de preparação e de adaptação para a futura vida a iniciar-se no novo ambiente planetário.


As Encarnações Punitivas

A esse tempo, os Prepostos do Senhor haviam conseguido selecionar, em várias partes do globo, e no seio dos vários povos que o habitavam, núcleos distintos e apurados de homens primitivos em cujos corpos, já biologicamente aperfeiçoados, devia iniciar-se a reencarnação dos capelinos.

Os capelinos, pois, que já estavam reunidos, como vimos, no etéreo terrestre, aguardando o momento propício, começaram, então, a encarnar nos grupos selecionados.

A descida dessa raça maior causou, como era natural, no que respeita à vida de seus habitantes primitivos, sensível modificação no ambiente terrestre que, ainda mal refeito das convulsões telúricas que assinalaram os primeiros tempos de sua formação geológica, continuava, entretanto, sujeito a profundas alterações e flutuações de ordem geral.

Como já dissemos, toda mudança de ciclo evolutivo acarreta profundas alterações, materiais e espirituais, nos orbes em que se dão; nos céus, na terra e nas águas há terríveis convulsões, deslocamentos, subversões de toda ordem com dolorosos sofrimentos para todos os seus habitantes.

Logo, após, os primeiros contatos que se deram com os seres primitivos e, reencarnados os capelinos nos tipos selecionados já referidos, verificou-se de pronto tamanha dessemelhança e contraste, material e intelectual, entre essas duas espécies de homens, que sentiram aqueles imediatamente a evidente e assombrosa superioridade dos ádvenas, que passaram logo a ser considerados super-homens, semideuses, Filhos de Deus, como diz a GÊNESE mosaica, e, como é natural, a dominar e dirigir os terrícolas.

Adotaram-se costumes mais brandos e esboçaram-se os primeiros rudimentos das leis; os povos, que então saíam da Era da Pedra Polida, estabeleceram os fundamentos da indústria com a utilização, se bem que incipiente, dos metais; foi-se assegurando aos poucos a base de uma consciência coletiva e os homens, pelas experiências já sofridas e pelo crescente despertar da Razão, ainda que embrionária, iniciaram uma tentativa de organização social, em novo e mais promissor período de civilização.

Enfim, naquela paisagem primitiva e selvagem, que era realmente um cadinho combusto de forças em ebulição, definiram-se os primeiros fundamentos da vida espiritual planetária.


Tradições Espirituais da Descida

Onde está Adão, com a sua queda do paraíso? Compreendemos, afinal, que Adão e Eva constituem uma lembrança dos espíritos degredados na paisagem obscura da Terra, como Caim e Abel são dois símbolos para a personalidade das criaturas "Maldita é a Terra por causa de ti - disse o Senhor; com dor comerás dela todos os dias de tua vida... No suor do teu rosto, comerás o seu pão até que te tornes à Terra."

Refere-se o texto aos capelinos, às sucessivas reencarnações que sofriam para resgate de suas culpas. Se é verdade que os Filhos da Terra, no esforço de sua própria evolução, teriam de passar dificuldades e padecimentos, próprios dos passos iniciais do aprendizado moral, dúvidas também não restam de que a Terra, de alguma forma, foi maleficiada com a descida dos degredados, que para aqui trouxeram novos e mais pesados compromissos a resgatar e nos quais seriam envolvidos também os habitantes primitivos.

Caim e Abel - os dois primeiros filhos - são unicamente símbolos das tendências do caráter dessas legiões de emigrados, formadas, em parte, por espíritos rebeldes, violentos e orgulhosos e, em parte, por outros - ainda que criminosos - porém já mais pacificados, conformados e submissos à vontade do Senhor.
    "... e saiu Caim da face do Senhor e habitou na terra de Nod, da banda do Oriente do Éden. E conheceu Caim a sua mulher e ela concebeu e gerou Henoch; e ele edificou uma cidade..."
É fácil de ver que se Caim e Abel realmente tivessem existido como filhos primeiros do primeiro casal humano, não teria Caim encontrado mulher para com ela se casar, porque a Terra seria, então, desabitada. É, pois, evidente que os capelinos, ao chegar, já encontraram o mundo habitado por outros homens.


Conclusão

Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, dificultando o progresso daqueles povos cheios de piedade e virtudes. As grandes comunidades espirituais, diretoras do cosmos, resolveram, então, trazer aqueles espíritos aqui para a terra longínqua.

Na Terra eles aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos povos primitivos que habitavam este planeta.

Foi assim que Jesus, como governador da Terra, recebeu, à luz do Seu reino de amor e de justiça, aquela multidão de seres sofredores e infelizes. Jesus mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na terra, envolvendo-os no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites.

Abençoou-lhes as lágrimas salutares, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a Sua colaboração cotidiana e a Sua vinda no porvir. Esses espíritos, vindos de um mundo em que o progresso já estava bem acentuado, guardavam no coração a sensação do paraíso perdido.

Ao encarnar na Terra, se dividiram em quatro grandes grupamentos dando origem à raça branca, ou adâmica, que até então não existia no orbe terrestre. Formaram, desse modo, o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia. Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de chegar à Terra, guardavam a lembrança da promessa do Cristo.

Eis por que as grandezas do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Galileu, no seio de todos os povos, pelos antigos profetas.

Em razão de seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Uma saudade torturante de seu mundo distante, onde deixaram seus mais caros afetos, foi a base de todas as suas organizações religiosas.

Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral. Isso explica por que muitas raças que trouxeram grande contribuição de conhecimentos à terra, desapareceram há muito tempo.

Informações preciosas sobre a história da humanidade terrestre foram trazidas pelo Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier e constam do livro "A Caminho da Luz".

domingo, janeiro 11, 2009

Reencarnação na Bíblia – Parte II

Primeiramente gostaria de dizer que o meu intuito não é transformar ninguém em espírita ou em espiritualista e muito menos dizer que uma religião é melhor que a outra, longe disso. Acredito que a maioria das religiões busca a mesma coisa: a paz de espírito sobre a luz do Criador. Concordo plenamente que se temos a oportunidade de fazermos a diferença nessa vida, que façamos então. Não deixemos para a próxima.

Resolvi criar esse post devido ao tamanho da resposta ao post anterior Reencarnação na Bíblia, mais especificamente aos usuários anônimos do nono e décimo comentários.


A Existência de Deus

Quando o homem pré-histórico voltou seus olhos pela primeira vez para o céu noturno, repleto de estrelas, ou quando admirou a natureza exuberante que o cercava, ou ainda quando passou a descobrir-se como um ser de idéias e sentimentos, adentrou os domínios dos “mistérios” da Criação.

Iniciava-se, então, de modo extremamente primário, a formação da idéia acerca da existência de Deus. A partir daí, através de práticas as mais extravagantes, o homem tentou a comunicação com Deus, num processo que culminou com a própria humanização da divindade. O homem passou a conceber Deus à sua imagem e semelhança. Foi assim que se organizaram as mais diversas religiões.

“Há coisas que, de tão profundas,
só se sentem, não se descrevem”

Léon Denis


A Doutrina Espírita nos apresenta um conceito magnífico de Deus: a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. Mas a idéia vem enriquecida por alguns dos atributos da divindade, que revelam ao homem algumas de suas perfeições: Deus é eterno, único, imutável, imaterial, soberanamente justo e bom. É sobre este último atributo (da justiça divina) que se funda o princípio da reencarnação.

Se todos tendemos à perfeição, Deus nos proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea. É então que nos depuramos, submetendo-nos à prova de uma nova existência, condição necessária da evolução do Espírito, sem a qual permaneceríamos estacionários.

É o próprio Universo que oferece evidências materiais acerca da existência de Deus. Ora, “vede a obra e procurai o autor!”. Se o efeito que se vê é inteligente, sua causa só pode ser inteligente. O que não é obra do homem, só pode ser obra de um poder inteligente. Esse poder é Deus!


O Maior Mandamento

“Mas os fariseus, tendo sabido que Ele fizera calar os saduceus, se reuniram em conselho. E um deles, que era doutor da lei, para o tentar fez esta pergunta: Mestre, qual é o grande mandamento da lei? Respondeu Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante ao primeiro é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas” (Mateus, 22:34-40) Vejam também: Marcos, 12:28-34 e Lucas, 10:25-28.

Com esses dois mandamentos, o Mestre substituiu o Decálogo, isto é, os dez mandamentos de Moisés, pois quem ama a Deus sobre todas as coisas, a ele unicamente presta culto. E quem ama o próximo como a ti mesmo, honra seus pais, não mata, não adultera, não levanta falso testemunho, nem cobiça coisa alguma de quem quer que seja. Quem amo o próximo, deseja ao semelhante o que quer para si.

Do amor ao próximo, como a nós mesmos, nasce a caridade e esta reside no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência, pelo nosso coração, com bravura e humildade, para não lhes tornar penoso receber o auxílio material, moral ou intelectual que lhes dispensamos.

Como está implícito no amor de Deus, a prática da caridade para com o próximo, todos os deveres do homem podem ser resumidos na máxima que o Espiritismo humildemente prolifera: “Fora da caridade não há salvação”. Diferentemente de “Fora da igreja não há salvação”, ou “Fora do templo não há salvação”, ou até mesmo “Fora do centro não há salvação”. Pois tudo aquilo que se aprende em conceitos deve-se revelar, concretamente, na caridade das ações e pensamentos.


Conceito de Parábolas

Há dois mil anos, Jesus esteve conosco, trazendo lições para as multidões que o seguiam. Falou a seus discípulos, em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviarvos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas” (Jo, 14 e Jo, 16)

O que é uma parábola? É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. A alegoria é a exposição de pensamento sob forma figurada.

A Doutrina Espírita vem trazer novos ensinamentos necessários ao nosso melhor entendimento sobre as lições em forma de parábolas que Jesus nos trouxe.

Jesus, sobre muitos os pontos se limitou a lançar o gérmen de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave.

Essas idéias não poderiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência deveria contribuir poderosamente para o aparecimento e desenvolvimento dessas idéias. Era preciso dar tempo à ciência para progredir.


Respondendo as perguntas levantadas pelo internauta Anônimo

1.) Porque ao invés de Elias que apareceu a Jesus na transfiguração, não foi João Batista? Sendo essa sua última encarnação?

Dependendo do grau de elevação do espírito ele pode se manifestar com a aparência da encarnação que desejar. Acredito que ele apareceu dessa forma para não chocar os apóstolos presentes. Digo isso porque se você for parar para pensar, verá que tudo o que Jesus passou de informação para as pessoas e principalmente para os apóstolos, tudo era muito novo, tudo era novidade. Jesus derrubou essa idéia de um Deus vingativo, que pune pela eternidade, e apresentou aos homens um Deus de amor.

Imagine falar sobre reencarnação para um povo que apedrejava adulteras na rua ou que sacrificava animais para oferecer a Deus. Jesus sabia que não poderia falar abertamente sobre reencarnação antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano.


2.) Quando Elias estava para ser elevado numa carruagem de fogo, conforme nos mostra a Bíblia, Eliseu pediu que lhe desse porção dobrada do seu espírito. Como a Doutrina Espírita explica esse fato?

Você menciona “II Reis, 2:1-11”. Elias sabia que iria morrer, mas que primeiro deveria cumprir uma última missão. Em cada cidade que passava, juntamente com Eliseu, os filhos dos profetas daquela cidade vinham e falavam a Elias que o Senhor iria levá-lo.

Elias dizia que já sabia e pedia discrição, que ficassem calados. Quando chegou na cidade de Jordão, Elias abriu as águas (assim como Moisés) e no final da passagem Elias pergunta a Eliseu o que ele desejaria antes de sua partida. Eliseu responde: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim”, ou seja, Eliseu pede a Elias que ele tenha tanta fé, tanta proteção espiritual quanto Elias.

Eis que Elias responde que é muito difícil, mas que se Eliseu conseguir presenciar sua passagem para o mundo espiritual ele conseguiria. Enquanto caminhavam e conversavam, Eliseu visualiza o que na Bíblia está descrito como “Carruagem de fogo” e Elias desencarna.

No entendimento espírita o que deve ter havido foi um fenômeno de vidência do médium Eliseu que, incapaz, devido sua ignorância sobre os fenômenos mediúnicos, de entender a grande claridade que emanava do espírito Elias após sua desencarnação, a descreveu como uma carruagem de fogo. É completamente possível que Eliseu tenha visto Elias após a morte envolto em grande luz.


3.) Alguém pode descobrir quem fomos no passado? Porque aos outros apóstolos não foram revelados quem eles haviam animado outrora? E somente neste caso isolado?

Para descobrir quem foi no passado, basta consultar um profissional em “Terapia de Vidas Passadas” (TVP). Se tiver curiosidade, assista ao filme “Minha vida na outra vida”, você entenderá melhor como funciona.

O motivo que reencarnamos sem conhecimento da vida passada é justamente para não termos pré-conceitos sobre determinadas pessoas. Imagina você fazer uma regressão e descobrir que seu marido foi quem te matou na vida passada? Será que na vida atual, que você veio para mudar esse sentimento de mágoa, rancor, ódio que sentia por ele, você ao conhece-lo trataria ele normalmente, indiferente, com possibilidade de se relacionarem e se amarem? Ou você fugiria dessa pessoa? Ou até mesmo tentaria se vingar?

A TVP é indicada para tratamento de fobias.

Aos apóstolos nada foi revelado sobre suas vidas passadas porque não foi preciso. Diferente do caso de João Batista/Elias. No Antigo Testamento em Malaquias 4:5, informa o envio do profeta Elias a Terra, como precursor de Jesus. Elias era de fato esperado pelos Judeus como precursor do Cristo. A palavra Cristo significa “Ungido”. As palavras “Messias”, “Cristo” e “Ungido” são sinônimos.


4.) Na verdade o que a bíblia diz é que ouve uma semelhança entre o ministério profético de Elias e João Batista. Nada mais. Se a doutrina da reencarnação já existia na época (os fariseus por ex.) por que Jesus iria se limitar a falar?

Jesus se limitou a falar sobre reencarnação pelo mesmo motivo que uma criança no primário não aprende o que um universitário aprende. É preciso desenvolver aos pouco as noções de espiritualidade. Moisés apresentou ao seu povo dez mandamentos. Jesus, dois. Porque a lei de Moisés era tão rígida? Porque o ser humano precisava dessa rigidez naquela época. Imagina conter a agressão de um homem bruto, que resolve tudo com a espada, com ensinamentos de que ele deveria amar ao próximo.

Na época de Moisés foi preciso criar o céu e o inferno justamente para isso, fazer o homem temer a Deus, e conseguir faze-lo conviver pacificamente em sociedade. A idéia de ir para o inferno fazia tremer até mesmo o mais durão dos homens.


5.) No evangelho de João cap.9 v2 diz: mestre quem pecou este ou seus pais para que nascesse cego (referindo-se a um homem cego de nascença)? 1-Isso demonstra claramente que essa doutrina da reencarnação já existia (pregada pelos fariseus da época) e os discípulos de Jesus a conhecia como mostra a pergunta acima, feita a Jesus. 2- Jesus não poderia, de forma alguma, se limitar a falar dela caso a aceitasse. E ele teve uma grande oportunidade, já que os discípulos trataram do assunto. Mas, de uma forma clara, a negou dizendo: nem ele, nem seus pais pecaram, foi assim para que se manifeste nele a gloria de Deus. Os defensores desta doutrina sabem explicar o que Jesus quis dizer: "para que se manifestem nele a gloria de Deus"? Será que a gloria de Deus se manifestou quando Lazaro morreu?

Para o espirita, a glória de Deus se manifesta todos os dias. O nascimento do Sol todas as manhãs, o desabrochar de uma flor, o canto dos pássaros, o nascimento de uma criança e muitas outras coisas do nosso cotidiano que nem percebemos.

No caso do homem cego, se Jesus visse aí uma idéia falsa, teria dito “Como esse homem poderia pecar antes de nascer?”. Em lugar disso, disse que esse homem era cego, não foi porque haja pecado, mas a fim de que o poder de Deus brilhe nele; quer dizer, que deveria ser o instrumento de uma manifestação do poder de Deus. Se não era uma expiação do passado, era uma prova que deveria ser-lhe para o seu adiantamento, porque Deus, que é justo, não poderia lhe impor um sofrimento sem compensação.

Quanto aos meios empregados para curá-lo, é evidente que a espécie de lama feita com a saliva e terra não poderia ter virtude senão pela ação do fluido curador de que estava impregnada; assim é que as substâncias mais insignificantes: a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas sob a ação do fluido espiritual ou magnético, aos quais servem de veículo, ou, querendo-se, de reservatório.

Sobre a ressurreição de Lázaro, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se que há letargias que duram oito dias e até mais. Acrescentam que já cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova, dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, havendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica quando são atacados os órgãos essenciais à vida.

Dado o poder fluídico que Jesus possuía, nada de espantoso há em que esse fluido vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em torpor; que haja mesmo feito voltar ao corpo o espírito, prestes a abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda se não rompera definitivamente. Para os homens daquela época, que consideravam morto o indivíduo que deixara de respirar, o que aconteceu alí foi uma ressurreição.


6.) Por que Jesus se limitou a falar sobre a reencarnação em suas instruções aos discípulos? Ele, em Marcos 15, deu total prioridade à pregação do evangelho. Portanto, se Jesus concordasse com a reencarnação, seus discípulos teriam recebidos ensinamentos detalhados sobre a tal.

Como já respondido anteriormente, era preciso um amadurecimento espiritual por parte da humanidade, e não apenas dos discípulos. Da mesma maneira que uma criança entra na escola e é passado o conhecimento a ela aos poucos.

Quer ver, vou lhe dar uma exemplo... a 15 ou 20 anos atrás quando alguém lhe falasse em Acupuntura ou Homeopatia qual era a sua reação? Torcia o nariz, achava que ela tudo bobeira, ou até mesmo coisa de gente maluca. Não é verdade? E hoje? Hoje como o desenvolvimento do intelecto humano e da ciência, já aceitamos essas práticas como normais e importantes para o ser humano conhece-las e pratica-las. Agora a maioria das pessoas já entendem e usufruem do seus benefícios. Veja mais sobre isso aqui: http://aprendiz.uol.com.br/content/deweshedre.mmp


Jesus falou a seus discípulos em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviarvos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas”
(Jo, 14 e Jo, 16)

E quem disse que os espíritas não seguem o evangelho de Jesus? Quando Jesus diz que devemos ser batizados e seguirmos o evangelho, isso de nada vai contra ao modelo de conduta que os espíritas devem praticar.

O batismo não santifica, mas simboliza uma vida de excessos que é deixada para trás, que está aceitando uma nova vida, assim como os espíritas fazem ao ter conhecimento da vida espiritual. Procuram melhorar e aprimorar-se na prática do bem e da caridade. Essa última não apensa material.

Assim como Maria Madalena fez. Se arrependeu de seus atos no passado e seguiu os ensinamento de Jesus. Mas em nenhuma passagem vimos ela sendo imergida nas águas para deixar para trás ou se arrepender de seus pecados. Jesus simplesmente diz: “vai-te, e não peques mais” (João 8:1-11).

terça-feira, janeiro 30, 2007

Reencarnação na Bíblia

O primeiro passo para compreender a reencarnação e vê-la nas páginas da Bíblia, é saber o significado ou aquilo que significa o ato de reencarnar. Reencarnar é tornar a tomar corpo carnal ou nascer novamente, indiscutivelmente é um ato de reencarnar, que consta dos textos sagrados dos judeus e cristãos.


"[Tito 3:3] Porque também nós éramos outrora
insensatos, desobedientes, extraviados, servindo
a várias paixões e deleites, vivendo em malícia e
inveja odiosos e odiando-nos uns aos outros.

[Tito 3:4] Mas quando apareceu a bondade de Deus,
nosso Salvador e o seu amor para com os homens,

[Tito 3:5] não em virtude de obras de justiça
que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou mediante o lavar da
regeneração e renovação pelo Espírito Santo,"


O autor de Tito relata uma série de desqualificações de caráter e de procedimentos dos seus professos, advindos de outros tempos, que tanto pode ser daquela mesma geração como de existências anteriores; todavia, posto que diz agora salvos pelos procedimentos da reencarnação, obviamente se trata de erros cometidos em vidas passadas.

Sob a óptica cristã, analisada as ocorrências, a reencarnação não somente está mencionada nos textos bíblicos, como também plenamente aceita pelos judeus e primeiros cristãos, daí a faculdade e crença que espíritos desencarnados podiam também desencadear certos fenômenos de manifestações, positivas ou negativas, diretas ou indiretas, bastando para tanto apenas um veículo intermediário racional entre os mundos físico e extrafísico.

Certos textos foram adulterados, outros suprimidos ou substituídos, alguns ainda bastante fáceis de serem localizados e esclarecidos à luz das próprias Escrituras.


Jesus comunica-se com os "mortos"

Mateus 17:1 a 8 nos traz uma sessão de comunicação, materializando-se os espíritos, sendo Jesus encarnado o partícipe principal do evento. O verso 3 é bastante claro:


"[Mateus 17:1] Seis dias depois, tomou Jesus consigo
a Pedro, a Tiago e a João, irmão deste, e os conduziu
à parte a um alto monte;

[Mateus 17:2] e foi transfigurado diante deles; o seu
rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes
tornaram-se brancas como a luz.

[Mateus 17:3] E eis que lhes apareceram Moisés e
Elias, falando com ele.

[Mateus 17:4] Pedro, tomando a palavra, disse a
Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres,
farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para
Moisés, e outra para Elias.

[Mateus 17:5] Estando ele ainda a falar, eis que
uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma
voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em
quem me comprazo; a ele ouvi.

[Mateus 17:6] Os discípulos, ouvindo isso, cairam com o
rosto em terra, e ficaram grandemente atemorizados.

[Mateus 17:7] Chegou-se, pois, Jesus e, tocando-os,
disse: Levantai-vos e não temais.

[Mateus 17:8] E, erguendo eles os olhos, não
viram a ninguém senão a Jesus somente.
"



João Batista, a reencarnação de Elias

Malaquias 4:5, Antigo Testamento, informa o envio do profeta Elias a terra, como precursor de Jesus: “Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o terrível e grande dia do Senhor”.

O anúncio da vinda de Elias, informando da missão do profeta, para que o povo pudesse reconhece-lo e saber estar próxima a vinda do filho de Deus. Elias era de fato esperado pelos judeus, desde a promessa em Malaquias, como precursor do Cristo.

Julgaram encontra-lo em João Batista, mas o batizador respondeu que não era ele o Elias que havia de vir, nem mesmo um profeta. Alguns estudiosos espíritas acreditam que João Batista não se lembrava de sua encarnação anterior, outros que ele ainda não tinha consciência de sua missão, e aqueles em defesa que a modéstia fez João responder daquela forma.


[Mateus 17:10] Perguntaram-lhe os discípulos:
Por que dizem então os escribas que é
necessário que Elias venha primeiro?

[Mateus 17:11] Respondeu ele: Na verdade
Elias havia de vir e restaurar todas as coisas;

[Mateus 17:12] digo-vos, porém, que Elias já veio,
e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o
que quiseram. Assim também o Filho do homem
há de padecer às mãos deles.

[Mateus 17:13] Então entenderam os discípulos
que lhes falava a respeito de João, o Batista.

Falara de João Batista morto recentemente a mando de Herodes


Os espíritas se apegam a estes textos em Mateus, para a comprovação da doutrina da reencarnação, como reconhecimentos pronunciados pelo próprio Jesus, que significam Elias renascido em João Batista.

Porém, os cristãos que condenam a doutrina espírita como antibíblica, apresentam uma série de argumentos com intenções de descaracterizar aqueles textos e, conseqüentemente, dar significados diferentes às palavras de Jesus. Eis o que dizem: "Não existe na Bíblia a palavra reencarnação, Jesus não a pronunciou."

Reencarnação é uma palavra moderna, do século XIX, portanto não poderia figurar como tal nas páginas da Bíblia, e Jesus não a disse mesmo em momento algum. O que Jesus pronunciou foi renascimento, ser gerado de novo, exatamente com o mesmo significado de reencarnação, ou seja, nascer novamente.


[João 3:7] Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo.



"Palingenesia" é a palavra grega para reencarnação em português, e ela consta de alguns textos bíblicos no antigo e novo testamento, embora sempre posta nas traduções ou versões, como recriação ou regeneração.

Deve-se atentar que os cristãos não reencarnacionistas não admitem a pré-existência da alma, ou seja, que a alma é criada no exato momento da concepção. Jeremias 1:5, no entanto, diz textualmente ser conhecido antes mesmo do ato da sua fecundação, o que só pode significar pluralidade de vidas. "[Jeremias 1:5] Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta."

quinta-feira, julho 13, 2006

Comprovando a Reencarnação

Ainda não foi possível comprovar a reencarnação através das impressões digitais, mas a excelente idéia já está sendo aproveitada por João Alberto Fiorini e, em breve, é possível que tenhamos novidades nesse campo.
Gilberto Schoereder

As técnicas para se investigar e comprovar possíveis casos de reencarnação já são conhecidas no meio espírita. Nos últimos anos, João Alberto Fiorini, delegado de polícia atuando na Agência de Inteligência do Paraná, vem desenvolvendo um novo método. Especialista em impressões digitais, ele entende que é possível confirmar um caso de reencarnação utilizando essa forma de pesquisa científica.

Esse caminho começou a ser seguido em 1999. Na época, João Alberto se recuperava de uma cirurgia realizada em São Paulo, e teve a oportunidade de ler um artigo publicado num jornal em 1935, escrito por Carlos Bernardo Loureiro. A matéria foi reproduzida no jornal da Federação Espírita do Estado de São Paulo, e se referia a um menino que tinha a mesma impressão digital de um homem que já havia falecido há dez ou quinze anos. O autor da matéria era um dos grandes estudiosos do assunto, na época, e gostava de comparar impressões digitais.

Fiorini sabia que não é possível existirem duas impressões digitais iguais, mas ainda assim, ele levou a história a sério e resolveu estudar mais: fazer uma pesquisa para saber se não haveria qualquer possibilidade de se encontrar duas impressões iguais. “Eu já era espírita”, explica João Alberto, “mas ainda não tinha feito qualquer pesquisa científica. A partir daí, comecei a fazer um estudo profundo sobre impressões digitais, pesquisando tudo o que poderia existir em livros brasileiros e norte-americanos, na área da Medicina.”

A pesquisa levou-o a conversar com membros do conselho de dermatologia do Paraná e a conhecer o trabalho do dr. Agnaldo Gonçalves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Assim, ficou sabendo por que as pessoas têm impressões digitais, impressões palmares e as linhas nas mãos e nos pés. Em seu livro Anais Brasileiros de Dermatologia, o dr. Gonçalves diz que os desenhos formados nas mãos e pés estariam ligados à genética, variando de mão para mão, de raça e de sexo. “Se você verificar as impressões digitais das mulheres”, informa Fiorini, “vai ver que elas têm uma tendência maior à presilha, que é um tipo específico de desenho”. Mas uma parte da formação dessas linhas – e não se sabe ao certo o quanto –, pode estar relacionada aos movimentos do feto no útero. Mesmo no caso dos gêmeos univitelinos, as impressões digitais são diferentes.


Pesquisas

Seguindo uma pesquisa realizada anteriormente em Cambridge, Inglaterra, Fiorini também observou as digitais de homossexuais. O estudo inglês havia mostrado que os homossexuais apresentavam características de impressões no polegar direito que se aproximavam das características femininas. Com uma pesquisa realizada principalmente com travestis, o pesquisador brasileiro comprovou que as digitais apresentavam a presilha de uma digital feminina, conhecimento que serviu de base para seus estudos posteriores.

O normal é que os homens não apresentem a presilha, mas sim, o verticilo, outro tipo de desenho. Então, ele se perguntou, por que os homossexuais não teriam o verticilo. A situação não fazia muito sentido, cientificamente falando. Ele também observou as digitais de mulheres criminosas, que deveriam apresentar presilha. Mas, ao estudar os sinais, percebeu que a incidência maior era de verticilo, a característica masculina. “Isso me surpreendeu muito”, diz Fiorini, “e comecei a ver nas impressões digitais algo a que as pessoas não deram muita importância, como se não tivesse interesse científico.”

Vendo pelo lado espiritual, explica Fiorini, uma pessoa, ao desencarnar, fica de 0 a 250 anos no plano espiritual. Em outras palavras, ela tanto pode reencarnar rapidamente, quanto pode demorar um tempo mais longo; mas o mais comum é que essa reencarnação ocorra dentro de um período de 40 a 70 anos. Se imaginarmos que uma mulher morre e retorna rapidamente, em mais ou menos dois anos, porém ocupando o corpo de um homem, ela virá então trazendo ainda as características femininas. Assim, segundo João Alberto, a questão envolvendo a homossexualidade nada tem a ver com desvio de personalidade, como muitas pessoas ainda insistem em dizer, mas está relacionada com a vida anterior e com o fato da reencarnação ocorrer muito próxima. “Eu cheguei a essa conclusão”, ele conta. “Eu sou o único que está levando a pesquisa para esse lado. O dr. Hernani (Guimarães Andrade) também já pesquisou, mas ele fala apenas do tempo de intermissão. Eu vou além, entendendo que essas impressões digitais não se alteram quando o espírito reencarna.”


Metodologia

A seqüência lógica dos estudos e pesquisas do dr. João Alberto Fiorini foi entrar em contato com o dr. Hernani Guimarães Andrade, presidente do Instituto de Pesquisas Psicobiofísicas, em Bauru, São Paulo, a quem Fiorini considera um dos maiores cientistas do mundo em assuntos de reencarnação. Ele também é um nome muito respeitado por parapsicólogos, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo.

Outro ponto de apoio para suas investigações foi o exaustivo trabalho do dr. Ian Stevenson, que já investigou mais de três mil possíveis casos de reencarnação, baseando-se em depoimentos de crianças. Stevenson, de reputação internacional, começou a coletar depoimentos de crianças de todas as partes do mundo, sempre que elas se referiam à sua existência numa encarnação anterior. Stevenson e sua equipe coletavam esses depoimentos, arrumavam as informações que as crianças forneciam sobre suas possíveis vidas passadas, e iam ao local em que elas teriam vivido para comprovar ou não essas informações. Os resultados obtidos foram tão impressionantes que grande parte da comunidade científica ficou abalada em suas convicções e noções, até então restritas sobre o tema reencarnação.

A pergunta que Fiorini fez ao dr. Hernani foi se era possível um espírito retornar com a mesma digital. Ele respondeu que acreditava ser possível; se a pessoa volta com marcas, sinais, cicatrizes, deformações e até mesmo doenças, por que não com as mesmas impressões digitais? Conversando com ele, estabeleceu um método de pesquisa que consiste em procurar crianças, geralmente entre os dois e quatro anos de idade, que tenham o costume de afirmar que viveram em outro lugar, em outra época, que tiveram determinado tipo de ações ou conheceram certas pessoas. Isso ocorre pelo fato do perispírito dessas crianças não estar acoplado ao corpo somático, adaptação que só irá ocorrer aos sete anos. Se o tempo de intermissão for muito curto – geralmente, no Brasil, essa reencarnação se dá de dois até oito anos – essas crianças começam a falar sobre suas vidas passadas. Assim, é possível coletar essas informações, da mesma forma como foi feito pelo dr. Ian Stevenson, e procurar os locais e pessoas aos quais elas se referiram. Se a pessoa em questão tiver registrada uma impressão digital, é possível então fazer a comparação desejada.


Pesquisa de Campo

Fiorini está, agora, partindo para a investigação de casos aos quais tenha acesso. Ele diz que solicitou ao dr. Hernani que lhe fornecesse dados de casos de reencarnação que ele já tivesse pesquisado, mas por questões éticas, ele não pôde fornecê-los, aconselhando-o a procurar estudar novos casos.

Assim, quando esteve em São Paulo para participar do programa Espiritismo Via Satélite, João Alberto pediu que as mães que percebessem seus filhos falando sobre vidas passadas entrassem em contato com ele para que a investigação apropriada pudesse ser realizada. A idéia é que não se desprezem as coisas que as crianças digam, mesmo que pareça não ter muito sentido ou ser apenas produto da imaginação, anotando tudo num papel.

“Chegaram muitas cartas”, explica Fiorini, comentando o resultado de sua participação no programa, e está dando seqüência às investigações. Ele ainda não atingiu seu objetivo na pesquisa científica das impressões digitais ligadas à reencarnação, mas acredita que em breve deverá ter novidades.

É claro que a comprovação de reencarnações também pode ser feita através de outros testes, como o exame grafotécnico, comparando-se a caligrafia da criança com a da pessoa que ela possivelmente teria sido na vida anterior. Da mesma forma com os exames médicos, ou seja, se uma pessoa morre subitamente, assassinada ou em desastres, ela reencarna com determinadas marcas e cicatrizes relacionadas ao evento em questão. O problema é que essas marcas vão desaparecendo com o tempo, de modo que a pesquisa tem de ser feita o quanto antes, enquanto as evidências estão mais nítidas.

Com tudo isso em mente, João Alberto Fiorini está dando seqüência ao seu trabalho de pesquisa e investigação, ao mesmo tempo em que prepara seu livro sobre o assunto. “O meu livro vai ensinar as pessoas a investigar a reencarnação, como uma receita”, ele explica, entendendo que, se um número maior de pessoas se dispuser a tornar públicas as informações nessa área, a pesquisa será facilitada. Seria um livro para mostrar às mães, aos médicos e às pessoas que estejam intimamente ligadas a crianças de 0 a 7 anos de idade, como proceder nos casos citados, coletando o maior número de dados possíveis e anotando tudo o que a criança falar sobre uma possível vida passada, da mesma forma que foi feito na pesquisa do dr. Ian Stevenson e em outros estudos realizados na Índia.

Ainda é grande o número de pessoas que se sente constrangida em falar sobre o tema reencarnação, de modo que nem sempre é muito fácil encontrar quem fale abertamente sobre isso. Além disso, ainda existe o medo do sensacionalismo que alguns veículos promovem em torno de assuntos dessa natureza, afastando ainda mais as pessoas que desejam pesquisar seriamente a reencarnação.

Tendo em mãos as informações obtidas das crianças, Fiorini pode partir para a investigação propriamente dita, levantando os dados e fazendo as comparações. E, com um pouco de sorte, conseguindo fazer a avaliação das diferentes impressões digitais.


Investigação em Ribeirão Preto

Recentemente, João Alberto Fiorini esteve em Ribeirão Preto para ver de perto um caso envolvendo um garoto de cerca de oito anos, e que já havia sido relatado pela avó dele na revista Visão Espírita. Quando a criança tinha apenas três anos de idade, começou a fazer declarações espantosas, exatamente da forma como costuma acontecer com as crianças que se lembram de vidas passadas. Numa dessas declarações, ele disse à avó que, quando ele era grande e ela era pequenina, ele era seu pai. Dias depois, quando a avó esquentava o leite para ele, ele voltou a tocar no assunto, dizendo que quando ela era pequena, ele é que esquentava o leite para ela.

Em outras declarações, disse que, na outra vida, ele tocava numa orquestra e morava num sobrado; também se lembrou que morava numa fazenda, e descreveu o lugar com detalhes. Quando a avó perguntou se ele tinha visto aquilo na televisão, ele disse que estava se lembrando de outra vida.

As lembranças foram ficando escassas à medida que o garoto crescia, como Fiorini diz que costuma ocorrer com todas as crianças. É como se, aos poucos, elas fossem se esquecendo das vidas anteriores e de sua passagem pelo mundo espiritual, do qual aquele menino de Ribeirão Preto também tinha lembranças e contava algumas passagens.

Diz-se que, em 1999, no período em que as lembranças já eram mais raras, ele ouviu algumas palavras em espanhol e sabia o seu significado, como também conhecia o inglês. Ele disse que, se sabia espanhol e inglês, era porque já tinha vivido na Espanha e nos Estados Unidos.

Uma linha de pesquisa possível com relação à sua suposta vida anterior está ligada ao seu medo irracional das explosões de fogos de artifício, e a manchas escuras que ele apresenta nas pernas, que ficaram mais visíveis aos três anos de idade. A explicação do próprio menino é que, em outra vida, ele lutou numa guerra e levou tiros nas pernas; segundo ele, na guerra de 1968. Como ele conhecia muito bem o inglês e se referiu a uma guerra ocorrida em 1968, imediatamente a avó imaginou que ele pudesse estar se referindo ao Vietnã.

Fiorini tentou obter mais alguns dados que pudessem ajudá-lo a confirmar as informações obtidas através dos testes das digitais, mas não foi possível. Dos parentes aos quais o menino se referiu, não existem documentos que possam ser utilizados. E do possível jovem que lutou no Vietnã, é quase impossível saber alguma coisa sem dados mais concretos.

Ainda assim, é um bom registro, nos moldes do que foi feito pelo dr. Ian Stevenson, com informações sendo coletadas antes que a criança perdesse totalmente a lembrança dessas vidas anteriores, o que já está acontecendo.

Fonte
(Extraído da Revista Espiritismo & Ciência Volume 2)
http://www.espirito.org.br/