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terça-feira, agosto 10, 2010

Reencarnação no programa "Fantástico" da Globo

A matéria foi exibida no dia 8 de agosto

Apesar de abordada de uma forma bastante rápida e simples, a reportagem teve seus pontos positivos, para quem pensa em estudar melhor o assunto.

Abaixo a reportagem do Fantástico



Neste próximo vídeo, a primeira parte de um documentário do canal Discovery Channel chamado "Reencarnação: Histórias de Vidas Passadas"

segunda-feira, novembro 30, 2009

Pequenas Estórias para Praticar o TAO II

Criar Afinidade

Havia um praticante fiel, muito sincero para com a Santa Kuan Yin. Certo dia, aconteceu uma grande enchente e ele foi para cima do telhado aguardar socorro. Em todos os momentos, enquanto a água subia, ele orava pedindo para Santa Kuan Yin vir salvá-lo.

Depois de algum tempo, uma pessoa surgiu remando e pediu-lhe para entrar no barco. Ele disse que a Santa Kuan Yin viria salvá-lo e ignorou a ajuda. Assim, o barco foi embora.

Enquanto a água subia até o joelho, ele gritava para Santa Kuan Yin vir salvá-lo. Então, apareceu uma lancha vinda de longe e chamou-o para entrar, mas ele continuou a esperar pela Santa e a lancha partiu. Quando a água chegou à altura de seu peito, ele ainda pedia em voz alta para a Santa vir salvá-lo. De repente , um helicóptero desceu do céu e jogou-lhe uma corda para resgatá-lo, mas ele não perdera sua crença e continuou a esperar pela Santa. Assim sendo, o helicóptero foi embora.

Ao final, ele quase se afogou e foi Buda Vivo Ti-Kon que o salvou. Mas, mesmo assim ele reclamou dizendo:

  • Buda! Como a Santa Kuan Yin não me salvou se possuo tanta crença e sinceridade?
O Buda Vivo Ti-Kon lhe respondeu:

  • Você é muito ignorante, pois um Boddhisattava veio remando para salvá-lo e você não quis ir; a lancha veio e você também não gostou. Você dispensou até um helicóptero. Você não agradece e ainda fica se queixando... Realmente, falta afinidade búdica!

Ensinamentos de Compaixão do Buda Vivo Ti-kon

A grande prisão é o apego. Quando temos apego ao ego, com certeza nos tornamos ignorantes, não conseguindo distinguir o verdadeiro do falso.


Referência Bibliográfica
YUEH, Yu Pi. Pequenas Estórias para praticar o TAO, Volume 1.
São Paulo, Paulus, 2008, pg. 37.
Para mais informações sobre o livro escreva para luazul@ig.com.br

sábado, abril 11, 2009

Pequenas Estórias para Praticar o TAO

Três Doutores Falando sobre o Espiritismo

Em certo lugar, houve uma reunião onde o assunto abordava a existência ou não do espírito. Um astrônomo foi o primeiro a falar:
  • Eu observo o universo há mais de vinte anos e nunca vi um ser divino – continuou em voz alta – E com isto tenho a certeza que não existe espírito.

E todos aplaudiram. Agora era a vez de um médico expor seu ponto de vista:

  • Quero aqui deixar registrado que o humano não possui alma. Eu já abri mais de cem cadáveres e nunca vi nenhuma alma. Bem! Não estava dentro de nenhum coração, cérebro, fígado... Mesmo que procurasse, nunca encontrei. Por isso eu afirmo que não existe espírito – concluiu, sendo também aplaudido.

Uma terceira doutora, que estudava etnias e ciências humanas, discursou:

  • Quando uma pessoa morre é como se uma luz se apagasse. Não existe paraíso nem inferno – fez uma pausa e prosseguiu – Com certeza também não existe julgamento para a vida eterna. Eu estudei todas as histórias do ocidente e do oriente e não encontrei nenhum registro.

E logicamente também foi aplaudida.

Os três doutores possuíam boa oratória, talento ilimitado e deram exemplos muito convincentes. Quase não havia o que contestar. Passado algum tempo, ninguém falou mais. No momento final, quando eles já se sentiam vitoriosos por suas colocações, apareceu uma senhora idosa vinda do interior. Ela subiu ao palco, virou-se para o astrônomo e perguntou:

  • Você que utiliza o telescópio há vinte anos, já viu o vento? Qual sua forma? - indagou.
  • Não! Nunca consegui ver o vento! - respondeu o astrônomo.
  • Se no mundo não vemos o vento, isso não significa que ele não existe. Se você não enxerga nem o vento, como pode enxergar o Divino? - disse-lhe.

O astrônomo ouviu e permaneceu calado. A senhora olhou para o médico e perguntou-lhe:

  • Você ama sua esposa?
  • Sim!
  • Então eu posso abrir sua barriga para ver se esse amor está no seu fígado, no estômago ou no intestino?

A essa altura, todos já estavam gargalhando e não mais acreditaram na terceira doutora.


Ensinamentos de Compaixão do Buda Vivo Ti-kon

O homem que não absorve o verdadeiro Absoluto e as palavras máximas possui cinco motivos para isso:

  1. Coração bloqueado
  2. Coração duvidoso
  3. Coração irado
  4. Coração preocupado
  5. Coração arrogante

Quando o coração possui formas, naturalmente gera distância e logo não tem como atingir o vazio. Assim, não tem como abranger o verdadeiro Absoluto.


Referência Bibliográfica
YUEH, Yu Pi. Pequenas Estórias para praticar o TAO, Volume 1.
São Paulo, Paulus, 2008, pg. 27 a 28.
Para mais informações sobre o livro escreva para: luazul@ig.com.br

sexta-feira, junho 06, 2008

Um príncipe chamado Sidarta Gautama

Buddha, que significa Desperto, Iluminado, que vem do radical "Budh", despertar.

Atualmente, as referências ao Buddha referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Buddha de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buddha.

Sidarta Gautama, nasceu em 563 a.C. no norte da Índia, hoje Nepal. Era um nobre que abandonou a vida de luxos para encontrar uma resposta para o sofrimento.

Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "Buddha" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode-se fazer uma analogia com a designação "Presidente da República" que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Buddhas que surgiram no passado, em épocas diferentes.

O Buddha é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios.

Quando o Buddha ensinou, ele apenas ensinou, somente falou, não escreveu nenhum livro. Na verdade não havia livros em sua época. Não existia a tradição de escrever livros. Portanto o Buddha falou e seus ensinamentos, seus discursos, foram memorizados e recordados pelos seus discípulos. Assim ele ensinou por 45 anos.

Para o Buddha, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta, e por esse motivo ele rejeitou a noção de que se conquista a salvação implorando para uma deidade distante. Sidarta Gautama não queria sequer que suas idéias fossem consideradas uma religião, mas uma filosofia. Não existe adoração a uma divindade no budismo. As respostas estão em cada indivíduo, não em uma força superior.

Os praticantes seguem um conjunto de conceitos e práticas em busca de desenvolvimento espiritual. Mesmo esses ensinamentos não devem ser obedecidos cegamente, mas sim questionados e analisados a partir das experiências pessoais. Em seu leito de morte, Buda teria dito: "Que cada um seja uma lâmpada de si mesmo. O budismo é mais uma prática mental, uma aspiração de auto-educação que realmente uma religião". Tradicionalmente, quatro preceitos sustentam a filosofia budista:

1. o sofrimento é inevitável;
2. o sofrimento vem do apego excessivo aos desejos;
3. ao eliminar o apego, eliminamos o sofrimento;
4. eliminamos o apego por meio de práticas corretas.


A forma como os budistas encaram a morte é um dos principais aspectos da doutrina. A reencarnação é um de seus pilares. No processo de purificação espiritual, o ser renasce sucessivamente até encerrar o ciclo de sofrimento e atingir a iluminação. Por considerar a morte uma passagem natural, e não o fim absoluto, o budista costuma encará-la, em uma atitude oposta à da cultura ocidental, que costuma vê-la como perda e como algo a lamentar.

As imagens do Buddha gordo representam a fortuna interior e a prosperidade para o bem mas não é uma cópia fiel do príncipe Sidarta Gautama. Pelo contrário, tudo indica que o Buddha era magro a ponto de ficar pele e osso. As pessoas depositam moedas, em frente à imagem, como uma espécie de oferta da multiplicação. A pessoa realmente existiu, foi um monge chinês chamado Hotei-san.


Fonte
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR73822-5990,00.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Buddha